O modo como o campo de Higgs trabalha, é associado ao modo como fotógrafos e repórteres que se reúnem ao redor de uma celebridade. O grupo de pessoas é 'atraído' fortemente pela celebridade e cria resistência ao seu movimento em um salão, por exemplo.
Dessa maneira, o grupo dá 'massa' àquela celebridade, tornando sua movimentação mais lenta.
'A questão do (bóson de) Higgs é que sempre dizemos que precisamos dele para explicar a massa, mas sua importância real é que precisamos dele para entender o universo', disse à BBC Tara Shears, física especializada em partículas, da Universidade de Liverpool.
'Descobrir a partícula confirma que a abordagem que estamos usando para entender o universo está correta.'
Estas preocupações motivam o esforço do Cern para destacar o bóson de Higgs e outros fenômenos usando o GCH.
O Grande Colisor de Hádrons fica em um túnel circular de 27 quilômetros de comprimento na fronteira entre a França e a Suíça, repleto de ímãs que 'conduzem' partículas de prótons pelo imenso anel.
Em certos pontos do trajeto, o colisor faz com que os feixes de prótons se choquem uns com os outros a uma velocidade próxima à velocidade da luz, para que seja possível detectar outras novas partículas nos resultados da colisão.
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teoria do Modelo Padrão não prevê uma massa exata para o bóson de Higgs. Por isso, os físicos precisam utilizar aceleradores de partículas como o GCH para procurar o bóson dentro de um intervalo de massas.
O Atlas e o CMS procuram sinais da partícula entre bilhões de colisões que ocorrem em cada experimento do GCH. Evidências da existência dela apareceriam como pequenos 'picos' nos gráficos dos físicos.
Nesta terça-feira, os diretores dos dois projetos disseram ter encontrado estas evidências no intervalo de massa entre 124 e 125 giga elétron-volts (GeV) - cerca de 130 vezes mais pesado do que os prótons encontrados no núcleo dos átomos.
'O excesso (referindo-se ao 'pulo' nos dados) pode ser o resultado de uma flutuação, mas também pode ser algo mais interessante. Não podemos excluir nada neste estágio', disse Fabiola Gianotti, porta-voz do Atlas.
Guido Tonelli, porta-voz do CMS, disse que 'o excesso é muito compatível com um (bóson de) Higgs do Modelo Padrão nos arredores de 124 giga elétron-volts e abaixo disso, mas a significância estatística dele ainda não é suficiente para dizer nada conclusivo'.
'O que vemos é consistente tanto como uma flutuação como com a presença do bóson.'
A confirmação estatística da medida obtida pelos experimentos ainda é muito baixa para classificá-la formalmente como uma descoberta. Mas isso demonstra que o caminho é correto e que Deus criou a tudo e todos nós dessa maneira. Incrível!



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